Anteriormente, em "
Snow Swingers", falei de algo belo que está a acontecer comigo.
Ontem, uma vez mais, fui perder-me na balada das noites e o que aconteceu foi mais ou menos o seguinte:
A D. tinha ido jantar com um colega meu, numa onda tipo blind date.
Eu estava em casa, á espera que ela dissesse algo para irmos beber um copo. Quando ela ligou (um bocado aflita porque o tal colega se revelou um chato descomunal), eu ainda não estava pronta.
Não que houvesse problema, ela foi andando para o barzinho novo e cheio de classe onde fui nas ultimas sextas feiras e eu disse lhe que ia lá ter... Arranjei me com a tranquilidade de quem não sente o peso das horas e á uma da manhã chamei um táxi para me levar lá.
Estava-se bem no tal bar, um ambiente de clube de amigos, que afinal é tão familiar na cidade onde vivo.
Entretanto, eu ia trocando umas mensagens com a pessoa de charme que está a entrar de mansinho na minha vida.
Eu e a D. acabamos por decidir ir á nova disco aqui do sitio, apesar da minha relutância em abandonar o meu
destino habitual.
Não entendi muito bem porquê, mas aquilo estava péssimo ontem.
Tinha pouca gente, maioritariamente homens e ainda por cima ou eram feios ou eram conhecidos (é assim, eu não saio para o engate, mas gosto de ver gente gira... anima-me as noites).
Quando eu lá estava, recebo uma sms da pessoa especial a dizer que estava na outra disco, num aniversário... e fiquei passada, porque me apetecia mesmo, mesmo vê-lo.
Então perguntei a D. se ela queria ir até lá, mas ela tinha encontrado o affair de sempre e não estava prai virada. E o que fiz eu? Falei com ela, deixei-a lá com o H., paguei, chamei um táxi e fui ao sitio do costume ter com o R.
Quando cheguei, já eram quase cinco da manhã mas a casa continuava fantástica.
Encontrei-o logo á entrada, com o tal grupo do aniversário, tudo pessoal meu conhecido também... mas que entretanto decidiu ir embora. O R. não tinha trazido carro, e apesar de o carro dele estar prai a 1km, á porta do bar dele, ele tinha de ir embora também.
Então... decidi, no meio de um "que se lixe" enviar lhe uma sms. Dizia apenas "não vás.não quero que vás".
E quando olhei para trás... no meio da confusão da disco... ele estava ao meu lado.
Ficamos até ao fim da noite, até a casa fechar, no meio de risos e sorrisos e conversas.
Quando saímos (com temperaturas abaixo de zero), descobri que ele tinha deixado o casaco no carro de um colega nosso e que tudo o que tinha no corpo era uma camisola finíssima de malha... Quase morri. Eu, com a minha blusinha e o meu casaco comprido mais quentinho, quase morri... por imaginar como estaria ele a sentir-se, e o sacrificio que tinha feito.
Mas ainda assim, não me deixou chamar o terceiro táxi da noite.
Caminhamos até ao carro, ansiosos pelo moderno A.C. (invenção do século, Thank God!), e ele ia levar me a casa. Mas quando chegamos... entre um cigarro e outro e dois dedos de conversa... não demos pelas horas a passar...e acabei por entrar em casa as nove horas da manhã.
Mas não sem antes, na despedida, ter provado um beijo subtil, sensual de tão gostoso.
Hoje, não sei o que irá acontecer.
Mas seja o que for... só isto já valeu a pena.